quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Silêncio

O aconchego
Da palavra dita.
A pausa despida
Do som, do ego!

As vezes pedido,
Deveras não atendido.
Se o faze arrancado,
Como furto apalavrado,

Arrasta-o das folhas,
No suor das penas
Que a chuva não molha.

Um ruído que tema,
Dentro desta bolha,
Terá fim no poema!

Lucas Borges
07/12/2011

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